O Reconhecimento Internacional

Este ano de 2023 esta sendo um ano muito importante para o Ovelheiro Gaúcho pois a CBKC e os criadores se uniram para dar início ao processo de reconhecimento internacional da raça!

Mas afinal, o que é este reconhecimento? E por que ele é importante?

Existem várias entidades cinófilas, no mundo e no Brasil, que organizam, padronizam, fazem as exposições, formam juízes, defendem o bem estar dos animais e a criação ética de seus afiliados e executam alguns serviços, como o registro da árvore genealógica de um cão.

Dentre essas entidades, temos a FCI – Fédération Cynologique Internacionale, com sede na Bélgica, sendo a maior entidade da cinofilia mundial, da qual a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) é sua afiliada.

A FCI divide e categoriza os cães em 10 grupos distintos: Grupo 1 são os cães pastores, Grupo 2 são os cães de guarda e defesa, já o Grupo 3 temos os terriers ou cães caçadores e por ai vai…

A CBKC criou o Grupo 11, que são os cães reconhecidos aqui no Brasil mas que ainda não foram reconhecidos pela FCI, ou seja, ainda não são reconhecidos internacionalmente. Portanto, ser reconhecido pela FCI é ser reconhecido por qualquer outra entidade filiada a FCI em qualquer parte do mundo, em qualquer país! Ou seja, é ter-mos nosso lugar reconhecido no Grupo 1.

Apesar das dimensões continentais do Brasil serem gigantes, hoje temos apenas três raças reconhecidas: o Fila Brasileiro, o Terrier Brasileiro (Fox Paulistinha) e voltando de uma incrível recuperação da raça, temos o Rastreador Brasileiro.

A CBKC, reconhecendo esse despautério, está fazendo um trabalho incrível para levar as raças brasileiras para o processo de reconhecimento internacional na FCI. Afinal uma raça brasileira esta diretamente associada ao patrimônio cultural do país!!

Este ano de 2023 é a vez do Buldogue Campeiro que já está no final do processo e acreditamos que em pouquíssimo tempo será ele será anunciado como a quarta raça brasileira reconhecida!! Uma observação: apenas na CBKC já são mais de 14.000 exemplares registrados!

Um pequeno parêntesis para duas curiosidades:

  1. Vocês sabem quais raças estão Grupo 11, além do Ovelheiro e do Buldogue Campeiro? aqui vão algumas: Pitbull, American Bully, Biewer Terrier, entre outros nomes de fora e dentro do Brasil (veja a aqui a lista completa).
  2. Conhecem as raças brasileiras ainda não reconhecidas internacionalmente? Vamos lá: Buldogue Serrano, Dogue Brasileiro, Pastor da Mantiqueira, Veadeiro Pampeano, Veadeiro Nacional… Assistam aqui um podcast da Cinofilia Digital + CBKC com o Dr. Ricardo Torres Simões , diretor técnico da CBKC, sobre o processo de reconhecimento das raças brasileiras

Fechando o parêntesis, o processo formal de reconhecimento não é uma tarefa simples e envolve em se cumprir uma série de requisitos que prove que uma raça realmente é uma raça nova: diversas linhagens distintas e sem relação entre si até a terceira geração, número mínimo de registros e saúde (plantel), número de nascimentos por ano, história do surgimento da raça, revisão e adequação do padrão racial (documento que descreve as características de cada raça – a atual do Ovelheiro esta aqui).

O objetivo é apresentar a solicitação de reconhecimento no ano de 2024! E para iniciar esse processo a CBKC iniciou o processo de revisão do padrão da raça através da criação de um grupo de discussão junto com os principais criadores da raça, representados pelo DOG – Departamento do Ovelheiro Gaúcho e o conselho técnico da CBKC, conforme o cronograma ao lado.

É um processo longo e com muitas discussões, muitas visões, mas com um objetivo comum: o bem do Ovelheiro Gaúcho

Um segundo passo já tomado e necessário dentro do processo formal foi a criação do conselho nacional da raça em 20 de julho de 2023 (os departamentos tem caráter estadual).

Um terceiro ponto, na minha opinião o mais importante até agora, foi o reconhecimento pela CBKC do trabalho feito pela ACOG – Associação dos Criadores de Ovelheiro Gaúcho, entidade tradicional e dedicada exclusivamente ao Ovelheiro! Tal reconhecimento permitiu incorporar o pedigree desses cães ao banco de dados da CBKC. Cenário crucial para a formação das linhagens necessárias para o reconhecimento. Pois ao incorporar um cão ACOG, perdíamos toda a árvore genealógica e agora foi possível realizar essa recomposição !!

E para conseguir esse processo corresse de forma tranquila, a CBKC ofereceu gratuitamente essa migração para seu próprio pedigree.

Portanto conseguirmos alterar registros iniciais (RI) em registros completos e não só do cão, mas também de todos seus descendentes!

6 comentários em “O Reconhecimento Internacional

    1. O plano é apresentar uma raça por ano! Afinal um país do tamanho do Brasil nao pode ter apenas 3 ou 4 raças reconhecidas. 2023 foi o ano do Buldogue Campeiro e 2024 será o Ovelheiro Gaúcho! Os próximos ainda não estão totalmente definidos: pastor da mantiqueira, veadeiro pampeano…

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